"A cabana" - O que pensas?
Tinha lido críticas favoráveis, outras nem tanto. Muitos amigos e pessoas que considero referência disseram "Tens que ler"! Há livros que têm imensa publicidade, mas que quando os lemos acabamos por ficar desiludidos. Não é esse o caso de A cabana, de William Young.
Está muitíssimo bem escrito, tão bem escrito que uma pessoa que não aprecia romances (como eu) o conseguiu "devorar" rapidamente...
A cabana não é um manual de Teologia Própria (estudo acerca de Deus), nem um compêndio dissecado de Cristologia (estudo acerca de Cristo) ou Pneumatologia (estudo acerca do Espírito Santo). Quem pega no livro nessa perspectiva cedo irá encontrar "traves" e "argueiros" e põe a obra de lado. No entanto, conceitos vários são bem apresentados, mostrando a graça de Deus, o problema do pecado, igreja, os dilemas humanos e a soberania inexplicável de Deus.
Este romance apresenta Deus de uma forma próxima, real, quase palpável. Para mim esse é o grande trunfo. Ao lê-lo, muitas áreas e paradigmas foram remexidos cá dentro. Fui confrontada com as minhas dúvidas e limitações. Fui confortada por compreender como todos temos o nosso processo individual de crescimento com Deus, numa perspectiva de relacionamento.
A meu ver, perante uma sociedade pós-cristã mas espiritualista, apresentar Deus como alguém que se quer relacionar connosco - onde quer que estejamos no nosso relacionamneto com Ele - e de um modo tão simples de ser apreendido pelas pessoas que vivem aqui e agora, é um desperdício não aproveitar como recurso de alcance.
A nossa missão de "ir" e levar as boas novas às pessoas, passa por traduzirmos a mensagem poderosa do Evangelho para a geração e o contexto presente. A meu ver é isso que A cabana faz.
Por isso, todos os que querem alcançar a nossa geração devem ler (tendo em conta tudo o que falei antes no aspecto teológico) e aprender a usar esta e outras ferramentas contextualizadas de alcance de pessoas (especialmente dos grandes centros urbanos, nos meios estudantis e empresariais).
Gostava de ter também a vossa opinião!
6 Comentários:
Querida, é com muito prazer que leio o teu post. Eu própria já fiz "publicidade" À Cabana no meu blog. Fiquei triste quando depois de ler o livro encontrei na net criticas terriveis, (mas ainda bem que só vi depois de o ler e não antes! lol) Tem sido tema de conversa entre mim e a Rita aqui nos escritório, (porque foi ela que me aconselhou) e o que temos falado é mesmo isso que disseste, não se pode ler com uma perspectiva teológica, como se de um livro de estudo se tratasse. Confesso que assim que a acção própriamente dita começa parei por segundos e hesitei, mas decidi deixar-me levar para onde o Espirito Santo quisesse que eu fosse e o resultado... bom, o resultado foi o meu coração derreter-se a cada capitulo e o desejo de "viver naquela cabana" no meu dia a dia sempre a aumentar! O amor de Deus foi-me mostrado de uma forma tão simples e profunda, o perdão deixou de ser um "bicho de sete cabeças" e descobri que relacionar-me com a Trindade Divina era muito mais fácil do que pensava até então. Nunca vou esquecer o que aprendi com este livro e certamente vou repetir. (Assim que as centenas de pessoas a quem prometi emprestar também lerem...lol)
Obrigada por esta oportunidade, Deus te abençoe, Beijinhos.
Mais uma pessoa com quem posso discutir o livro, ainda bem!Depois de ler a Cabana, não posso ficar calada, não mesmo. De todos os livros que li, este foi o primeiro que li a chorar...Mexeu e ainda mexe muito com as minhas "crenças", mudou radicalmente a minha forma de entender e viver com Deus. É um livro que temos de ler com total abertura, total receptividade,sem limites, só assim o livro poderá falar connosco. A Cabana para mim, é o livro que melhor traduz a fé Cristã na actualidade, num conceito moderno, nunca li nada assim!
Oi Ana, já li este livro em Março, e assim que o li tive de emprestá-lo, pois pensei numa série de pessoas! De tal forma, que neste momento (Setembro), o livro ainda está emprestado, e penso que é a quinta pessoa a quem empresto.Eu li o livro numa altura em que precisava mesmo de saber, de novo, que Deus está MESMO PERTO de mim, que me ama, que me deseja,que Ele gosta "ESPECIALMENTE" de mim ( quem leu o livro, vai entender que isto não é presunção, mas apenas uma expressão usada pelo autor...)
POr tudo isto, e mais, vale a pena ler e reler (acho que já estou pronta para lê-lo de novo passados estes meses!)
beijinhos
Fátima
Atenção !
Consultem
HTTP://www.normangeisler.net/theshack.html
Em inglês.
Tem um crítica muito clara.
Também li a Cabana!
Penso que a obra tem que ser lida com bastante cautela. Trata-se duma obra de ficção e tudo o que se concluir dela, com valor teológico ou doutrinário, não pode sustentar-se na mera letra nem do realismo as situações.
Depois, a obra, dita pos-moderna,não traz nada de novo, nem trata de assunto que, ao longo dos séculos, não tenha sido tratado abordado para dar resposta à questão do perdão como condição essencial à felicidade humana.
Que Deus está presente sempre em todas as situações, que deixa o Homem agir em liberdade, que tem um plano salvífico, que não age senão em função do que È já sabíamos...
A obra, carregada de emoção - parte dum drama, do sentimento de culpa dum pai, da tipificação dum crime hediondo -,suscita reflexão e, de facto, chama a atenção para o especial cuidado de Deus (a figura da mãe confunde e conduz-nos ao «figurino» da Nova Era...), que se envolve sendo Pai, Filho e Espirito Santo, que jamais perde o sentido da afirmação e protecção dos que n'Ele confiam, apesar da dificuldade das situações e da incompreensão sobre a necessidade de adoptar tal ou tais atitudes de perdão.
A obra é, por outro lado, «elitista» e não pode ser apresentada, mesmo aos «intelectuais», como alternativa à leitura de obras apologéticas do valor do perdão, bebendo os fundamente directamente na Sagrada Escritura.
Finalmente, não há dúvida que a motivação para «accionar» os mecanismo da Fé que «muda os montes» estão muito bem apresentados (afinal ainda é possível andar sobre as águas...) e podem suscitar a reflecção sobre a ocorrência/ausência de milagres, o que é vital para o «renascimento» da motivação para as coisas grandes que é preciso fazer.
JMM
Estou a terminar a minha (primeira) leitura. É um daqueles raros romances que, linha a linha, suscita exclamações do género "Eureka! É mesmo isto!". Não trata de teologia e até apresenta Deus de uma forma pouco ortodoxa. Mas eu pessoalmente não vejo nada de negativo nisso. Mais do que teologia, as pessoas precisam de uma mensagem de esperança. Precisam que alguém lhes diga que a vida que Deus planeou para nós vai muito além daquilo que nós andamos aqui a viver. Uma leitura de A Cabana com um coração receptivo poderá fazer brotar (ou renovar) essa esperança.
Como escreveste, neste livro «conceitos vários são bem apresentados, mostrando a graça de Deus, o problema do pecado, igreja, os dilemas humanos e a soberania inexplicável de Deus.» Acrescentaria ainda dois conceitos abordados no livro dos quais gostei particularmente: a liberdade e a verdade.
As pessoas precisam de encontrar um sentido para a vida e precisam de esboçar respostas às grandes questões inquietantes. Nomeadamente as questões clássicas que começam com "Se Deus me ama porque é que.....?". A Cabana sugere respostas. Não sei se elas estão absolutamente correctas em termos teológicos. Sei que no meu coração fazem sentido e são edificantes. E acredito que isso possa acontecer também no coração de outras pessoas e é por isso que já comecei a sugerir este livro a amigos, incluindo amigos não cristãos.
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